Deputados de MS já aguardam possível saída de Bolsonaro do PSL

Certeza aumentou depois de operação da PF em casa do presidente da legenda.

Lealdade a Bolsonaro ainda é o discurso dos parlamentares do PSL no Estado, como Coronel Davi - - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Os rumores de que existe a grande possibilidade do presidente Jair Bolsonaro sair do partido já chegaram por aqui e deputados da sigla em Mato Grosso do Sul estão aguardando a decisão do presidenciável, mas já deixaram bem claro que vão seguir o líder. Durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Coronel Davi deixou bem claro que não vai tomar nenhuma atitude até o posicionamento do presidente da República. O deputado Capitão Contar afirmou que acredita na transparência e que estará ao lado do líder. 

Os rumores que Bolsonaro deve sair do partido não é de hoje. Por meio de porta-voz, o governante disse que segue avaliando a situação do PSL e chegou a comparar a relação com o partido como um casamento "passível de divórcio". Bolsonaro e mais 21 parlamentares da legenda requereram ao diretório nacional que apresente informações sobre as contas da sigla e relembrou que nem ele mesmo usou dinheiro do fundo partidário durante sua campanha eleitoral do ano passado. Bolsonaro deixou bem claro que quer o PSL como referência de partido com transparência e boas práticas.   

Para o deputado Davi, a nova política deve ser exemplo no quesito transparência e que a opinião é a mesma de Bolsonaro. “Eu vou guardar pacientemente a decisão do presidente Bolsonaro, a situação minha todos já sabem regionalmente não adianta ficar falando já até cansou, cansou a mim imagina os outros, vou esperar ele decidir. Já recebi uma ligação de pessoas próximas a ele pedindo que eu aguardasse e é isso que vou fazer”, finalizou. 

Presidente da Executiva Municipal, Capitão Contar disse que está ao lado do presidente independente da decisão e que é a favor da transparência. “Sou Bolsonaro muito antes de ser PSL, estou no partido por força de leito, hoje para ser candidato precisa estar em um partido e como deve acontecer com qualquer órgão ou entidade que use recursos públicos, a transparência ela precisa ser 100%. Vamos respeitar a decisão do nosso líder, vamos respeitar o partido, não sou contra ao PSL pelo contrário tenho muita gratidão, afinal fui eleito na legenda sou do PSL, vou seguir o meu líder e minhas convicções”, finalizou.

ALVO DE OPERAÇÃO

O presidente do PSL e deputado federal Luciano Bivar (PE) é um dos alvos da Operação Guinhol, deflagrada hoje (15) pela Polícia Federal (PF), que investiga supostos crimes eleitorais praticados por integrantes do PSL. A suspeita é que os investigados teriam “ocultado/disfarçado/omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do Fundo Partidário, especialmente os destinados às candidaturas de mulheres, após verificação preliminar de informações que foram fartamente difundidas pelos órgãos de imprensa nacional”.

Sobre o possível envolvimento do líder do PSL, lamentaram o ocorrido mas apontam que a investigação é a única que pode revelar a verdade. “Lamentável, eu lamento esses problemas todos, é muito ruim eu espero que a investigação possa no momento devido apontar a realidade dos fatos, até nós vamos ter que aguardar, disse o deputado Coronel Davi. 

Em tom mais crítico, Contar bateu na tecla da transparência. “Quando a gente fala em PF, a gente remonta a crimes e etc, então até que seja apurado alguma coisa eu não vou emitir minha opinião. Eu sou contra laranja, se tiver em qualquer partido que seja, sejam punidos os responsáveis se vai respingar aqui ou não eu não sei, tomara que respingue em todo o Brasil para acabar com esse tipo de campanha, eu sou contra isso, não é só no PSL não é só no Bivar, é em qualquer partido político”, finalizou.