Produção industrial segue estável em Mato Grosso do Sul

A respeito do nível de ociosidade da indústria, ele explica segue em patamar elevado.

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A produção industrial segue estável na maior parte das empresas industriais de Mato Grosso do Sul, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 71 empresas no período de 1º a 11 de outubro. Em setembro, 59,2% das empresas industriais sul-mato-grossenses apresentaram estabilidade na produção, no mês anterior esse resultado era de 57,8%, enquanto as empresas que apresentaram crescimento responderam por 15,5% do total, contra 21,9% no último levantamento.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esses dados indicam uma acomodação no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de agosto e setembro. “Esse desempenho se refletiu no índice de avaliação da produção, que fechou o mês em 49,5 pontos, indicando que, na média geral, a produção industrial sul-mato-grossense ficou estável na comparação com o mês anterior”, declarou.

A respeito do nível de ociosidade da indústria, ele explica segue em patamar elevado, correspondendo, em setembro, a 28% da capacidade instalada. “Somado a isso, o índice de utilização da capacidade fechou o mês em 45,6 pontos. Resultados abaixo dos 50 pontos indicam que o desempenho foi inferior ao que era esperado para o mês. Por fim, a sondagem mostrou que, em setembro, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 32,4% dos respondentes, igual ao usual para 56,3% e acima para 8,5%, enquanto 2,8% não responderam”, informou.

O economista acrescenta que as condições financeiras apresentaram pequena melhora na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mas ainda seguem longe do ideal. “De um modo geral, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul mostraram-se insatisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no 3º trimestre de 2019, com o indicador alcançando 42,6 pontos”, analisou, destacando que comportamento semelhante foi verificado em relação às condições de acesso ao crédito e situação financeira geral da empresa, com os indicadores alcançando 39,2 e 46,6 pontos, respectivamente.

“Em Mato Grosso do Sul, no 3º trimestre de 2019, 31% dos empresários industriais consideraram ruim a margem de lucro operacional obtida no período. Na mesma comparação, o acesso ao crédito foi considerado difícil por 28,2% dos empresários, enquanto 26,8% responderam não ter buscado crédito no trimestre. Já a situação financeira geral da empresa foi avaliada como ruim por 25,3% dos participantes e 36,6% responderam que teve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas”, detalhou Ezequiel Resende.

Perspectivas

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, o economista detalha que, em outubro, 40,8% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Por outro lado, para o mesmo período, 8,4% preveem queda, enquanto as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 50,7% do total.

Ainda em outubro, 18,3% das empresas responderam que esperam aumentar o número de empregados nos próximos seis meses, enquanto 4,2% apontaram que esse número deve cair e 77,5% responderam que manter o quadro de funcionários estável. Já sobre as exportações 9,9% das empresas esperam aumento, enquanto 2,8% acreditam que deve ocorrer queda, 14,1% preveem estabilidade e 70,4% das empresas disseram que não exportam.

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em outubro, o índice ficou em 56,5 pontos contra 54 pontos no mês anterior. O resultado foi influenciado, em boa medida, pelo crescimento na participação das empresas que provavelmente não farão investimentos nos próximos seis meses, que aumentou de 45,3% para 49,3% do total. “Vale destacar também o aumento ocorrido na participação das empresas que disseram que certamente investirão nesse período, que saiu de 7,8% para 8,5%”, disse Ezequiel Resende.

ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em outubro 62,3 pontos contra 62,5 pontos no mês anterior, indicando estabilidade. No entanto, o atual resultado encontra-se 6,1 pontos acima do anotado em outubro do ano passado e 7,8 pontos acima da média histórica registrada para o mês.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems revela que, em outubro, 12,7% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 11,3% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 14,1% dos respondentes.

Além disso, para 50,7% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 56,3% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 49,3%.

“Para 31% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 26,8% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 29,6%. Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 5,6%, 5,6% e 7,0%, respectivamente”, pontuou o economista.

Expectativas

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, em outubro, 1,4% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto em relação à economia estadual e ao desempenho da própria empresa o pessimismo foi apontado por 2,8% dos empresários, respectivamente. Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 38%, sendo que em relação à economia do Estado esse percentual alcançou 39,4% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 32,4%.

Por fim, 56,3% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, o resultado ficou em 53,5% e, no caso da própria empresa, 59,2% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 4,2%, 4,2% e 5,6%, respectivamente.