Palmeiras e São Paulo se reencontram 25 anos após confusão no 'jogo da paz'

Atacante Edmundo perdeu a cabeça e deu um tapa em Juninho Paulista, iniciando uma batalha em campo

Edmundo estava em confusão em clássico no Morumbi - (Foto: Domicio Pinheiro/Estadão Conteúdo)

O clássico desta quarta-feira acontece exatamente 25 anos depois de um dos episódios mais polêmicos das rivalidade entre Palmeiras e São Paulo. Em 30 de outubro de 1994, no Morumbi, o duelo terminou em uma grande confusão. Após ser provocado por Kalef João Francisco, então diretor são-paulino que estava no banco de reservas da equipe, o atacante Edmundo perdeu a cabeça e deu um tapa em Juninho Paulista, iniciando uma batalha que envolveu titulares e reservas no gramado do Morumbi. Edmundo ainda atingiu André Luiz com um soco.

O árbitro Claudio Vinicius Cerdeira expulsou três jogadores de cada equipe e a partida terminou empatada por 2 a 2 - Edmundo fez os gols do Palmeiras. Ironicamente, o clássico havia sido promovido como o "jogo da paz" contra a violência no futebol com manifestações das torcidas organizadas. A iniciativa surtiu efeito somente nas arquibancadas.

Os jogadores do São Paulo criticaram muito o atacante Edmundo. "Ele é um mau elemento. Deu uma entrada criminosa no André Luiz e ainda deu um soco no Juninho", disse o ex-zagueiro Gilmar. Vanderlei Luxemburgo, então técnico do Palmeiras, afirmou que a culpa foi de todos os jogadores. "Todos nós somos culpados, não fomos apenas nós. Todos erraram", disse o treinador.

Após a partida, Edmundo culpou o dirigente. "Eu nem o conhecia. Depois que eu soube que era o tal de Kalef, dirigente do São Paulo. Ele me provocou, me chamou de bandido", comentou o Animal Kalef João Francisco se defendeu. "Ele é louco. Eu não o provoquei. Está maluco", falou, à época, o cartola são-paulino.

Hoje, Edmundo, Juninho e André Luiz se dão bem e se divertem quando relembram do jogo. Os dois primeiros chegaram a jogar juntos por um período no Palmeiras em 2006.