Jesus pede equilíbrio a Gabigol e comenta críticas de colegas: 'Não sabem o que é globalização'

Treinador analisa expulsão do atacante, rebate declarações de outros treinadores.

- Foto: fred huber

O Flamengo nunca esteve tão próximo do título brasileiro de 2019 como hoje. Com 13 pontos e um jogo a mais do que o Palmeiras, o Rubro-Negro pode ser campeão no próximo fim de semana, mesmo sem entrar em campo. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, neste domingo, em Porto Alegre, Jorge Jesus foi cauteloso.

- Demos mais um passo rumo ao título, mas ainda não ganhamos. Está mais perto - disse o português.

O português também justificou a opção por escalar Gabigol, um dos poucos titulares em campo, e voltou a mostrar preocupação com o comportamento do camisa 9. O atacante marcou o gol da vitória, mas foi expulso no segundo tempo.

Jesus também comentou as seguidas críticas que recebe e comentários que ouve de treinadores brasileiros.

- Vim para o Brasil, sou um treinador como eles. Não vim tirar lugar de ninguém. Não vim ensinar a ninguém. Não sou melhor nem pior do que ninguém. Queria lembrar aos meus colegas que em Portugal já trabalhou um brasileiro, o Scolari. Ele é acarinhado pelos portugueses. Assim como Autuori, Rene Simões, Abel... e muitos outros.

Outros trechos

Opção por time misto

- Nosso grande objetivo era os três pontos contra o Grêmio, independentemente de quem jogasse. Todos sabem nossa ideia de jogo na equipe, com e sem bola. Nossa segurança nesse time era total. Não coloquei a maioria dos jogadores não foi para descansar. Até sábado tem muito tempo. Não coloquei porque teríamos perdido dois dias de treino com o time que pretendo colocar contra o River Plate.

Favoritismo contra o River Plate?

O River Plate tem virtudes e defeitos, como o Flamengo. São dois grandes times, não há favoritismo. Estamos empenhados. Acreditamos em tudo o que fazemos, com qualidade ofensiva. Os meus jogadores também acreditam nisso

Xingamentos dos gremistas

Os melhores são sempre os que têm mais adversários contra. No Brasil, o Flamengo é uma nação. Há torcedores que são contra o Flamengo. É saudável, é preciso isso no futebol, com respeito. Estou mais preocupado com a expulsão do que com os torcedores xingarem.

Jogo de hoje foi importante não só pelos três pontos, que nos fez abrir mais vantagem. Serviu para dar Arrascaeta mais tempo e jogo e também para trabalharmos em cima de um sistema de jogo que o Grêmio apresentou com os dois avançados. Foi um bom treino para final. Foi tudo muito bom, menos a expulsão.

Mescla de juventude com experiência

No Flamengo, a mescla de idade fez o time ficar mais experiente. Esses jogadores durante a semana ajudam com sua sabedoria. Os mais velhos conduzem os mais novos. Isso também tem sido um dos segredos. O time me surpreendeu pelo profissionalismo e empenho"