Por 4 votos a 1, absolvido homem acusado de ter provocado incêndio que matou a ex-mulher

O crime aconteceu no início da madrugada do dia 7 de novembro de 2013, numa quitinete na Rua Norival Lopes.

Quitinete na Rua Norival Lopes, no Bairro São Bento. - Foto: Marcos Tomé/Região News/Arquivo

O Tribunal de Júri, reunido na última quarta-feira, absolveu por 4 votos a 1, Iraci Duarte Machado, acusado de ter provocado o incêndio que matou sua ex-mulher, Maria Aparecida da Luz Barbosa. A própria representante do Ministério Público, Janelli Basso, defendeu a absolvição do acusado por falta de provas.

O crime aconteceu no início da madrugada do dia 7 de novembro de 2013, numa quitinete na Rua Norival Lopes, no Bairro São Bento. O suspeito ficou internado uma longa temporada na Santa Casa em Campo Grande, porque teve queimaduras de terceiro grau em 50% do corpo.  

No dia seguinte a tragédia, familiares da vítima chegaram a apontar Iraci como suspeito da morte da mulher. Eles tinham um histórico de brigas no relacionamento que durava há oito anos. O advogado de Iraci, David Olindo, esteve na Santa Casa, tirou fotografias do paciente, ouviu a versão dele sobre o que aconteceu, trouxe um laudo assinado pelo médico Pedro Marilto Vital e encaminhou à Polícia Civil.

Conforme a versão de Iraci, durante a noite/madrugada do incêndio ele a mulher, tinham ingerido bebida alcoólica. Quando acordou o fogo tinha começado, parte do seu corpo estava em chamas e percebeu que Maria Aparecida tinha morrido carbonizada. Foi então que entrou no banheiro, ficou alguns segundos embaixo do chuveiro, quebrou o telhado e saiu nu pela cobertura. Ele conseguiu um short emprestado com vizinho e fugiu de motocicleta.

Além das queimaduras, Iraci fraturou o calcâneo esquerdo, provavelmente, durante a queda ao pular da cobertura. Em sua versão, saiu em busca de socorro médico e por medo da reação dos familiares da mulher, não voltou ao local. Ele não soube explicar a origem do incêndio. Disse apenas que Maria Aparecida fumava muito.