Superando média nacional, quase 37% dos detentos de MS estão trabalhando

Estado tem 195 parcerias para ofertar trabalho a mais de sete mil presos.

Uma das parcerias reformou diversas escolas do estado - - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Mato Grosso do Sul superou a média nacional e tem hoje 36,8% de detentos trabalhando para reduzir suas penas, segundo dados do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen). Com esse número, o estado supera em mais de 10% da média nacional.

Atualmente são 7.143 detentos desempenhando atividades remuneradas e não remuneradas nos regimes fechado, semiaberto e aberto. Os convênios são firmados com órgãos públicos e empresas privadas, totalizando 195 parcerias realizadas que utilizam mão de obra prisional. As vagas surgem desde os regimes fechados, onde empresas parceiras instalam sua linha de produção dentro das próprias unidades prisionais, até parcerias nos regimes aberto e semiaberto, com diversas oportunidades de emprego dentro e fora dos presídios.

Para exercer atividade laboral, o interno deve estar no mínimo há seis meses na unidade prisional. Além disso, também são avaliados quesitos importantes como bom comportamento, habilidade e conhecimento, análises que são realizadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), formada por psicólogos, assistentes sociais e chefia de disciplina, além da própria chefia do trabalho e da direção do presídio.

Na cerimônia de inauguração da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, na terça-feira (26), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) destacou que o estado se tornou referência na ressocialização de presos. “São iniciativas como essa que possibilitam que estas pessoas sejam reintegradas na sociedade praticando o bem, com uma conduta correta como deve ser de todos os brasileiros”, pontuou.