Poupança tem ingresso de R$ 2,42 bilhões em novembro, aponta Banco Central

Na parcial de 2019, R$ 3,88 bilhões deixaram a modalidade de investimento.

Poupança tem ingresso de R$ 2,42 bilhões em novembro, aponta Banco Central - Foto: Divulgação

O Banco Central informou nesta quinta-feira (5) que os depósitos de recursos da caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 2,426 bilhões no mês de novembro.

Com isso, a poupança voltou a captar recursos, depois da retirada de R$ 247 milhões em outubro. Essa também foi a maior entrada de recursos para meses de novembro desde 2017, ou seja, em dois anos.

No acumulado dos 11 primeiros meses deste ano, ainda de acordo com dados do BC, os saques superaram os depósitos em poupança, resultando em uma retirada líquida de R$ 3,884 bilhões. Essa foi a maior saída para o período desde 2016, quando o saldo negativo foi de R$ 51,370 bilhões.

Volume total de recursos

Com a entrada de recursos no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado na poupança, registrou aumento em novembro.

Em outubro de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 820,571 bilhões. Em novembro, subiu para R$ 825,719 bilhões.

Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em novembro deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,721 bilhões.

Atratividade da poupança

Com a queda dos juros básicos da economia para 5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos, assim como outros investimentos em renda fixa.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com a taxa Selic atualmente em 5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 3,5% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança "vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

Outra opção para os investidores conseguirem uma remuneração maior é a renda variável, ou seja, a bolsa de valores. Nesse caso, porém, o risco assumido é maior, pois pode haver perda de recursos.

Dados do Banco Central mostram que, com a queda de juros nos últimos meses, e consequente rendimento menor das aplicações em renda fixa, a bolsa de valores vem ganhando investidores.