Após nocaute, Alexandre Pantoja classifica atuação como impecável e mira cinturão dos moscas

Algoz de Matt Schnell no UFC Busan, sábado, na Coreia do Sul, brasileiro espera reencontrar Deiveson Figueiredo - adversário de Joseph Benavidez na disputa de título da categoria - em 2020

Alexandre Pantoja venceu Matt Schnell por nocaute aos 4m17s do R1 — - Foto: Getty Images

"Impecável". Foi assim que Alexandre Pantoja classificou sua performance na luta contra Matt Schnell, no card preliminar do UFC Busan, realizado no sábado, na Coreia do Sul. O brasileiro, que venceu o adversário por nocaute técnico aos 4m17s do primeiro round, destaca que teve um bom desempenho não só pelo desfecho, mas também por ter absorvido um golpe que o balançou.

- Essa luta foi importante, porque tive uma atuação impecável. Eu consegui manter o controle da luta o tempo todo. Ele me acertou um soco, o que acontece na luta, mas estava pronto para aguentar a pressão, pois ele revidaria. Saiu como eu queria. Coloquei pressão em cima dele e sabia que minha mão pegaria forte nele. Na hora que ele me balançou... o quanto você consegue se recuperar depois de um golpe conectado é o que importa. Já dizia o Rocky Balboa: "Não importa o quanto você bate, e sim o quanto você apanha e continua lutando" - declarou ao Combate.com.

Premiado com o bônus de US$ 50 mil pela "Performance da Noite" no UFC Busan, Alexandre Pantoja, natural de Arraial do Cabo (RJ), na Região dos Lagos, conta que o dinheiro ajudará a consolidar a chegada da família na Flórida, nos Estados Unidos, onde mora atualmente.

- Esse bônus vai ser muito importante. Estou completando a transição da minha família para os Estados Unidos, pois eu já estava lá. Vai ser importante para me dar segurança durante um tempo para eu me estabelecer junto com eles. Sou um cara consciente, esse bônus vai servir para me estruturar até a próxima luta - explicou o integrante da academia American Top Team.

E por falar em próxima luta, Alexandre Pantoja está de olho na disputa do cinturão vago do peso-mosca, entre Deiveson Figueiredo e Joseph Benavidez, marcada para 29 de fevereiro, no UFC Norfolk. O título está sem dono após o Ultimate destronar Henry Cejudo, e o cabista coloca o paraense - para quem perdeu por pontos em julho de 2019 - em sua alça de mira.

- Em 2020 vem a luta do Deiveson com o Benavidez, vou ficar bem de olho. Tenho uma chance muito grande de poder disputar esse cinturão logo depois. É o que eu quero. Chegou o meu momento. Mostrei para todo mundo que estou em uma fase brilhante na minha vida... inteligente, técnico, rápido, com poder de recuperação forte, vencendo bem os melhores e, querendo ou não, meu coração de lutador pede para lutar de novo contra o Figueiredo. Eu gosto dele, a gente se deu bem, na semana da luta, tanto antes quanto depois. Eu quero fazer essa luta, é isso que eu espero.

UFC Busan
21 de dezembro, na Coreia do Sul

CARD PRINCIPAL
Chan Sung Jung venceu Frankie Edgar por nocaute técnico aos 3m18s do R1
Volkan Oezdemir venceu Aleksandar Rakic por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)
Charles Jourdain venceu Doo Ho Choi por nocaute técnico aos 4m32s do R2
Da Un Jung venceu Mike Rodriguez por nocaute com 1m04s do R1
Jun Yong Park venceu Marc-André Barriault por decisão unânime (30-27, 29-28 e 29-28)
Kyung Ho Kang venceu Pingyuan Liu por decisão dividida (28-29, 29-28 e 30-27)

CARD PRELIMINAR
Ciryl Gane venceu Tanner Boser por decisão unânime (triplo 30-26)
Seung Woo Choi venceu Suman Mokhtarian por decisão unânime (29-26, 29-26 e 29-25)
Omar Morales venceu Dong Hyun Ma por decisão unânime dos jurados (30-27, 30-26 e 29-28)
Alexandre Pantoja venceu Matt Schnell por nocaute aos 4m17s do R1
Raoni Barcelos venceu Said Nurmagomedov por decisão unânime (30-27, 29-28 e 29-28)
Amanda Lemos venceu Miranda Granger por finalização aos 3m43s do R1
Alateng Heili venceu Ryan Benoit por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)