Ladrões arrombam casa, reviram tudo, cozinham e vítima não consegue nem registrar queixa

O ladrão arrombou uma janela para entrar e se sentiram em casa. Preparam refeição tomaram a cerveja que encontraram na geladeira.

Preparam refeição tomaram a cerveja que encontraram na geladeira, usaram o banheiro (e nem se preocuparam em dar descarga e deixar tudo revirado). - Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

No vácuo da falta de efetivo para o policiamento ostensivo, de responsabilidade da Polícia Militar, os marginais aproveitaram o período de férias, quando muita gente viaja, para praticar arrombamentos e levarem tudo o que puderem.

Além de arcar com os prejuízos da ação dos ladrões, as vítimas se depararam com a dificuldade para registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia. É preciso muitas vezes paciência para esperar pelo menos uma hora e resignação, para a impossibilidade quase certa de diligência para levantar provas no local do crime, como a busca por digitais dos meliantes.

Quem passou por esta experiência traumática foi a cabeleireira Karina Kelly dos Santos Belchior, que se ausentou da cidade na manhã do último dia 24 para visitar a sogra em Bela Vista, quando voltou nesta quinta-feira por volta das 18 horas, se deparou com os efeitos da passagem dos bandidos por sua casa. 

O ladrão (ou ladrões) arrombaram uma janela para entrar e se sentiram em casa. Prepararam refeição tomaram a cerveja que encontraram na geladeira, usaram o banheiro (e nem se preocuparam em dar descarga e deixar tudo revirado). Num primeiro levantamento a cabelereira deu por falta de uma corrente de ouro com pingente; um notebook; uma faca de churrasco; peças de roupa; carne e uma mochila.

Na delegacia, outra dificuldade, a de registrar o boletim de ocorrência. A atendente descartou a possibilidade de uma equipe se deslocar até a casa da cabelereira para levantar digitais e alertou: teria de esperar pelo menos uma hora para fazer o BO, que naquele exato momento, outras três vítimas de furto aguardavam para prestar queixa.