Índice Geral de Desempenho Industrial de MS está positivo desde junho de 2018

Com relação às empresas que apresentaram expansão, ele informa que elas responderam por 22,7% do total, contra 29,0% no mês anterior.

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Há 19 meses consecutivos o IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, está positivo, ou seja, acima dos 50 pontos. Na prática, o Índice está nesse patamar desde junho de 2018, quando alcançou 50,4 pontos, e, de lá para cá, sempre ficou acima desse número, chegando a 57,4 pontos em julho de 2019.

Em dezembro de 2019, o IGDI somou 56,2 pontos, indicando relativa estabilidade na comparação com novembro do ano passado, quando chegou a 56,9 pontos. O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que esse foi o melhor resultado já obtido para o mês de dezembro desde quando o Índice foi criado em 2017.

“O IGDI ficou 8,8 pontos acima da média histórica apurada pelo indicador para os meses de dezembro, já em dezembro de 2017 foi de 52,1 pontos e em dezembro de 2018 somou 51,1 pontos”, detalhou o economista, completando que, na passagem de novembro para dezembro do ano passado, ocorreram aumentos nos índices de intenção de investimento e confiança.

Capacidade instalada

Já a utilização da capacidade instalada manteve-se estável, enquanto a participação das empresas com produção estável ou crescente e daquelas que contrataram apresentaram recuos. “Quanto à atividade, constata-se que em dezembro a produção ficou estável em 48,5% dos estabelecimentos, contra 48,4% no mês de novembro”, calculou Ezequiel Resende.

Com relação às empresas que apresentaram expansão, ele informa que elas responderam por 22,7% do total, contra 29,0% no mês anterior. “Entretanto, mesmo com a acomodação ocorrida no ritmo de atividade, o industrial sul-mato-grossense segue otimista em relação aos próximos seis meses, com perspectivas de aumento nas contratações e demanda por seus produtos” pontuou.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems acrescenta que, com os dados consolidados, se constata que o IGDI fechou o ano acima dos 50 pontos. “Indicando que, na média geral, o desempenho foi satisfatório, segundo a percepção da maior parte dos empresários respondentes”, finalizou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.