Brasil tem mais de 30 mil casos notificados de dengue nas primeiras semanas de 2020

Novo boletim do Ministério da Saúde também mostra que país confirmou 24 casos de dengue grave e 158 casos com sinais de alarme.

Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — - Foto: Pixabay/Divulgação

O Brasil tem 30.763 casos prováveis de dengue, diz novo boletim do Ministério da Saúde. A região mais afetada pela doença é a Centro-Oeste, com 32,5 casos para cada 100 mil habitantes. O estado de São Paulo concetra 30,4% das notificações do país.

Dengue em 2020: 

  • São Paulo registra 10.271 casos prováveis
  • Paraná é o segundo estado com mais registros: 8.463
  • A maior concentração de casos por habitantes está no Acre: 92,41 a cada 100 mil
  • Em segundo lugar está o Mato Grosso do Sul, com uma taxa de 76,61 a cada 100 mil

De acordo com o ministério, a "incidência dos casos de dengue retorna ao canal endêmico". Há, ainda, outra ressalva: as últimas semanas de 2019 apresentaram um número baixo quantitativo de casos devido ao atraso das notificações. Os dados são referentes ao período de 29 de dezembro de 2019 a 18 de janeiro de 2020.

Chikungunya

Outra doença que tem como vetor o Aedes aegypti, a chikungunya apresentou 959 casos prováveis no início deste ano. A taxa de incidência é de 0,46 casos por 100 mil habitantes. O Nordeste e o Sudeste são as regiões mais afetadas, com índices de 0,58 por 100 mil e 0,52 por 100 mil, respectivamente. O estado do Rio de Janeiro registra 28,5% das notificações, onde também foi registrada uma morte pela infecção.

Os principais sintomas da chikungunya são: 

  • Febre
  • Dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelhos, pulsos etc)
  • Pele e olhos avermelhados
  • Dores pelo corpo
  • Dor de cabeça
  • Náuseas e vômitos

Cerca de 30% das pessoas não chegam a desenvolver os sintomas. Normalmente, eles aparecem de 2 a 12 dias após a picada do mosquito.

Zika

Emergência de saúde pública em 2016, o vírus da zika tem mais casos na região Norte neste ano, mas sem um número expressivo: são 85 casos prováveis da doença. Desde 2015, o país teve 18.578 suspeitas de alterações no crescimento e desenvolvimento de fetos e bebês devido à infecção pelo vírus. A microcefalia da criança pode ser uma das consequências da doença durante a gravidez.