Ascoli tem menos de 2 meses para atrair aliados e viabilizar candidatura a reeleição

Marcelo, se quiser viabilizar sua candidatura à reeleição, precisa não só atrair aliados, mas também construir o PSD.

Prefeito de Sidrolândia terá pela frente um desafio complicado a superar além do dia-a-dia da gestão - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Desde o início do ano sem articulador político, já que o secretário de Governo, Clayton Ortega, voltou as suas funções de papiloscopista porque até agora sua cedência não foi renovada, o prefeito de Sidrolândia terá pela frente um desafio complicado a superar além do dia-a-dia da gestão.

Marcelo, se quiser viabilizar sua candidatura à reeleição, precisa não só atrair aliados para uma futura aliança, mas também construir na cidade o PSD, partido que o senador Nelsinho Trad lhe entregou o controle. Não tem ambiente para continuar no PSL, controlado no âmbito regional pela senadora Soraya Thronicke que não o perdoa por não ter feito campanha para o presidente Bolsonaro, muito menos para ela.

O Democratas, esteve sob o comando da 1ª Dama Ana Lídia, que foi candidata a vereadora em 2016 pela legenda, a deputada Tereza Cristina quer entregar a alguma liderança ligada ao agronegócio.

Até agora o prefeito só levou para o PSD seus assessores, mas até agora não fez nenhum movimento, por exemplo, para atrair vereadores ou nomes competitivos para formar uma chapa forte no legislativo.

Em novembro quando os secretários do MDB foram demitidos havia expectativa de que as secretárias de Infraestrutura e a Desenvolvimento Econômico fossem usadas como moeda de troca para atrair aliados. Nada aconteceu, as duas Secretarias estão há quase dois meses sem titulares.

O PT, que controla duas secretarias, pode ter candidato a prefeito, caso o ex-governador Zeca do PT resolva mudar seu domicílio eleitoral para cidade e se candidate como chegou a manifestar intenção.

Assessores do prefeito estão convencidos de que o ex-prefeito Daltro Fiuza não conseguirá registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral. Neste cenário, imaginam que o MDB voltaria apoiar a reeleição do prefeito para se contrapor ao candidato do PSDB, Enelvo Felini.

Enquanto o prefeito aparentemente não inicia articulação com foco da construção do projeto de reeleição, o deputado Gerson Claro tem atuado ativamente. Aliado do ex-prefeito Daltro Fiuza, Gerson deve levar para o PP pelo menos três vereadores (Edno Ribas, Cledinaldo Cotócio e Otacir Figueiredo).

Daltro Fiuza, além do Progressista já manteve conversação com o PDT. O ex-prefeito Enelvo Felini vai levar para o PSDB o presidente da Câmara, Carlos Henrique e pretende fortalecer o Podemos, que tem um vereador, Itamar de Souza.