Bastidores: De olho no pleito eleitoral, dança das cadeiras movimenta política sidrolandense

Neste período de articulações, os bastidores fervem longe dos olhos do eleitor, que espera o desenrolar das alianças.

Prefeito Marcelo Ascoli, ex-prefeito Enelvo Felini, presidente da Câmara, Carlos Henrique e ex-prefeito Daltro Fiuza. - Fotos: Vanderi Tomé/Região News

Nos últimos dias as peças para compor o pleito eleitoral que se aproxima começaram se mover em Sidrolândia. Neste período de articulações, os bastidores fervem longe dos olhos do eleitor, que espera o desenrolar das alianças que começarão a ter horizonte definido no início do mês de abril, quando se encerra o prazo final das filiações para quem almeja disputar as eleições.

O atual prefeito, Marcelo Ascoli (PSL), tem uma árdua missão pela frente; a de construir o PSD no município, logo que, sua permanência no PSL, comandado por Soraya Thronicke, é insustentável, pelo fato dele não ter apoiado a campanha do então candidato à presidência Jair Bolsonaro e nem acampou a campanha da senadora, que passou a comandar o partido no estado depois de eleita.

A construção de uma aliança para sua reeleição se complica ainda mais pelo fato de não ter em sua base de apoio, articulares com estreitamento político com outros grupos, como é o caso, por exemplo, do PP, sigla comandando pelo deputado estadual, Gerson Claro.

O ex-prefeito Enelvo Felini ganhou aliado, mas perdeu apoio importante de figuras históricas dentro do PSDB municipal, como do ex-prefeito Ari Basso, que deixou o partido na última semana. Lúcio Basso (filho do ex-prefeito), Moacyr de Almeida Filho (dono da Vacaria Transporte); Sérgio Ocampos (médico cardiologista) e Daniel Alves, advogado histórico dos tucanos, engrossam a lista das baixas que o PSDB contabiliza com saída do ex-prefeito.

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Henrique Olindo, está de malas prontas para pousar no ninho tucano, já que o PDT, legenda que se elegeu em 2016, terá dificuldades de montar chapa para concorrer a cadeiras no parlamento.

O presidente da legenda, vereador Waldemar Acosta, não esconde que ante das dificuldades, não será candidato, isto porque, em sua avaliação, nomes novos que ainda não foram testados nas urnas, dificilmente irão ingressar no partido para disputar a eleição num quadro com vereadores em mandato. "Penso que há um sentimento do eleitor por novos nomes. Uma nova política. Sou partidário e não posso só pensar em mim. Não serei candidato para abrir espaço para novos nomes. Pessoas com perfil diferente, com novas ideias", relata Acosta.

Por outro lado, os dissidentes do PSDB devem se juntar novamente para ajudar na criação do partido Aliança Pelo Brasil, projeto encabeçado pelo presidente Jair Bolsonaro e a partir deste novo partido lançar candidatos para o próximo pleito, tanto para Prefeitura, como para a Câmara.

Caso o novo partido não seja criado a tempo, o destino do grupo provavelmente deve ser o DEM. Neste cenário quem tem a missão mais complicada é o ex-prefeito Daltro Fiuza, que precisa resolver pendências com a Justiça. Como na política tudo pode mudar de uma hora para outra, o eleitor tem que esperar e avaliar o que vem por aí na ciranda das trocas de cadeiras.