Corpo de Bombeiros e Sociedade Brasileira de Neurocirurgia se manifestam contra ‘brincadeira desafio da rasteira’

Esta queda pode levar sérios problemas, por que a pessoa do meio pode cair e bater a cabeça no chão.

O "desafio" é composto por três pessoas. - Foto: Reprodução

Vamos fazer aquela brincadeira? É com esta frase que o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul alerta pais, professores e estudantes, sobre o perigo da "brincadeira" do "desafio da rasteira" ou "desafio quebra-crânio", que viralizou entre jovens e crianças e teve reflexo imediato nas redes sociais. A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia também se manifestou contra a "brincadeira".

O "desafio" funciona da seguinte maneira: ela é composta por três pessoas, duas nas laterais e outra no meio, as duas pessoas das laterais saltam, enquanto a que está no meio não salta, ela faz este procedimento depois e quando ela salta os outros dois a tocam por trás, fazendo a cair batendo com a cabeça no chão, não tendo tempo suficiente para se defende da queda.

Esta queda pode levar sérios problemas, por que a pessoa do meio pode cair e bater a cabeça no chão, o que pode levar a morte, por causa da queda.

Na sequencia do vídeo os militares fazem um alerta para os riscos que a brincadeira pode causar. "Atenção crianças, jovens e pais, o Corpo de Bombeiros Militar do estado de Mato Grosso do Sul não compartilha com este tipo de brincadeira, amigo que é amigo não derruba, segura!"

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), também manifestou preocupação com a "brincadeira". Por meio de uma nota ela faz altera sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do desafio "quebra-crânio", que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais.

"Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes batem a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender. Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico - TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito", diz a nota.