Começam chegar maquinários da Agesul para abrir estrada de acesso ao Frigorífico Balbinos

Em princípio a Agência Estadual de Empreendimento vai abrir a via de 5,5 km, fazer o cascalhamento e o revestimento primário.

Em princípio a Agência Estadual de Empreendimento vai abrir a via de 5,5 km - Foto: Vanderi Tomé/Região News

As máquinas da Agesul que serão usadas na abertura do acesso ao Frigorífico Balbinos na saída para Maracaju, a partir da MS-162, já começaram a chegar a Sidrolândia, estão estacionadas no pátio de Secretaria de Infraestrutura. Em princípio a Agência Estadual de Empreendimento vai abrir a via de 5,5 km, fazer o cascalhamento e o revestimento primário, além da travessia sobre um córrego.

Por enquanto nem a Prefeitura sabe quando o serviço começa e nem se o que será executado será suficiente para liberar o tráfego no local e tirar do Bairro São Bento e do Jardim Paraiso os caminhões que levam gado para o abate e encaminham para São Paulo, as peças de carne da indústria.

Em outubro do ano passado, o prefeito Marcelo Ascoli, durante audiência com o governador Reinaldo Azambuja em Aquidauana, no Governo Presente, pediu a abertura da rua. Só em dezembro engenheiros da Agesul estiveram na cidade para conhecer a área. Pediram manilhas para a travessia sobre um curso d’água existente no trajeto e jazidas com licenciamento ambiental para extração de 700 caminhões de cascalho. As exigências foram atendidas em janeiro e agora começa a chegar os equipamentos.

Além da implantação, cascalhamento e revestimento primário, para que o acesso tenha funcionalidade, será preciso uma obra de drenagem (possivelmente um dissipador de energia) para desviar do trajeto da rua, a enxurrada que desce de um bueiro construído sob a MS-162. Também será preciso uma solução de engenharia de trânsito para os veículos entrarem ou saírem do acesso pela rodovia.  

Novela

O projeto de abertura deste acesso, planejado inicialmente com pista dupla e ciclovia, se arrasta desde 2014, quando os produtores Paulino Straliotto e Ivone Soares, doaram 13,8 hectares de suas propriedades que ficam no traçado que vai ligar a MS-162 aos fundos do Jardim Paraíso, onde desde dezembro de 2017 funciona o Frigorífico Balbinos, resultado de um investimento de R$ 50 milhões, que gera 300 empregos diretos, onde são abatidos 600 bois por dia.

Chegaram a ser encaminhados ao Governo do Estado pelo menos três projetos. No dia 31 de agosto de 2017, o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, acompanhado do presidente da FIEMS, Sérgio Longen, foi na área e anunciou que estavam disponíveis R$ 411 mil do Fundo de Desenvolvimento da Indústria, para financiar a obra.

O dinheiro teve outra destinação, porque a Prefeitura não teria providenciado o licenciamento, nem encaminhado o projeto. Pelo menos é o que Verruck alegou tempo depois. Os deputados estaduais Paulo Côrrea e Gerson Claro já fizeram gestões e em outubro, na audiência com o govenador Reinaldo Azambuja durante o Governo Presente, o prefeito Marcelo Ascoli, reiterou a prioridade da obra.

Enquanto isto, a indústria só aguarda o acesso e a pavimentação de um trecho de 407 metros da Rua Dr. Costa Marques (orçada em R$ 1.425.045,85), para dobrar a produção, colocar em funcionamento uma sala de desossa, que vai empregar mais 300 trabalhadores.

A pavimentação de um trecho de 407,70 metros da Rua Dr. Costa Marques no Bairro São Bento, que hoje serve de acesso ao frigorífico, não tem sequer o projeto executivo, que deve ficar pronto em 60 dias. A obra está orçada em R$ 1.425.045,85, valor que embute além do asfalto, mais de 1,1 km de drenagem numa via paralela.