Governo de MS mantém aulas na rede estadual e serviço público

Reinaldo Azambuja disse que no "momento certo" haverá suspensão de atividades, mas não se deve 'agir no imediatismo'.

Coletiva do governo realizada esta manhã, provavelmente, a última por tempo indeterminado, segundo assessoria - (Foto: Marcos Maluf)

As aulas na rede estadual de Mato Grosso do Sul seguem normalmente, sem perspectiva de suspensão, segundo o governador do Estado, Reinaldo Azambuja. O serviço nos órgãos públicos também será mantido, apenas sendo incentivado o teleatendimento, para minimizar presença física da população.

Até agora, Mato Grosso do Sul tem dois casos confirmados para novo coronavírus e quatro suspeitos da doença, conforme boletim divulgado   ontem pela Secretaria Estadual de Saúde.

Reinaldo disse que “chegará o momento” em que haverá paralisação de serviços, mas que não será necessário agora. A suspensão total, de acordo com o governador, é “extremamente prejudicial” e que é preciso tomar medidas de acordo com a situação. “Não vamos agir no imediatismo”.

Por isso, não há alteração significativa na rotina nos órgãos públicos do Estado, com exceção dos servidores da área da saúde e do Corpo de Bombeiros, que tiveram férias suspensas. Os funcionários públicos que vierem de países com alta incidência do novo coronavírus ficarão de quarentena, sem trabalhar por período de 14 dias.

No restante das secretarias, será incentivado o teleatendimento, para que a população busque os meios digitais caso necessite de algum serviço. Não há previsão de que os servidores façam o “home-office”.

Reinaldo disse que haverá “atenção especial” aos servidores acima de 60 anos e atenção especial à população acima de 60 anos, principalmente da faixa dos 80 anos.

O governo de MS, de acordo com ele, está preparado para compras de emergência de álcool em gel e máscaras, mas “ficará de olho” em casos de abuso de poder econômico se os preços fossem inflacionados no varejo, até para exercer o poder de polícia, até com confisco de bens. O Estado irá distribuir 2 milhões de cartilhas com explicações sobre o Covid-19.

O governador também disse que não serão realizadas eventos ou reunião que tenham como consequência a aglomeração de pessoas.

Segundo assessoria, a coletiva de hoje, que reuniu cerca de 70 pessoas no auditório, será a última, por tempo indeterminado. A dinâmica, aliás, teve mudança, com distância de mais de um metro entre governador e jornalistas.

Hoje à tarde, o governador irá reunir-se com reitores das universidades para falar sobre as aulas das instituições públicas e privadas.

Também serão divulgadas normas sobre a visitação nos presídios, que não serão suspensas. A previsão é que seja instituído regramento, reduzindo número de visitantes.