Prefeito diz que toque de recolher não impede ninguém de ir para o trabalho

No final da tarde, o empresário Márcio Fedes, dono do frigorífico Balbinos se reuniu com diretores para tomar medidas ainda mais severas no combate ao vírus.

Prefeito Marcelo Ascoli e empresário Márcio Fedes, dono do frigorífico Balbinos. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Reunido na tarde desta sexta-feira (20) com os diretores das duas maiores empresa privadas de Sidrolândia (JBS e Balbinos), o prefeito Marcelo Ascoli garantiu que  o decreto do toque de recolher, em vigor a partir de hoje, não vai impedir ninguém de ir trabalhar. 

"O que se pretende com a medida, é impedir a aglomeração de pessoas à noite para quebrar a cadeia de transmissão do coronavírus. Não se aplica logicamente para quem estiver se deslocando, de ônibus ou qualquer outro meio de transporte, chegando ou indo para o trabalho", explicou.

Os diretores dos frigoríficos JBS e Balbinos, foram pedir explicações se o decreto do toque de recolher se aplicavam aos deslocamentos dos seus funcionários. No caso da JBS, que funciona 24 horas, há turnos de entrada e saída à noite e de madrugada dos trabalhadores.

"Por enquanto não há razões sanitárias para interromper a produção das empresas. As decisões estão sendo tomadas de forma técnica, buscando preservar vidas. Não há interesse em provocar um colapso na economia", destaca o prefeito numa transmissão ao vivo do comunicado nas redes sociais.

Ele colocou os técnicos da Secretaria de Saúde a disposição das empresas para que façam adequações na rotina do serviço, ofereçam equipamentos de segurança aos funcionários, reforcem a higienização dos espaços de trabalho. No final da tarde, o empresário Márcio Fedes, dono do frigorífico Balbinos se reuniu com diretores para tomar medidas ainda mais severas no combate ao vírus.

Ao RN o empresário afirmou que funcionários da empresa vão sair para o almoço de forma escalonada e durante as refeições, será mantida a distancia mínima de 2 metros entre uma cadeira e outra. A higienização da fábrica será ainda mais rigorosa e os trabalhadores terceirizados, que já não tem acesso a linha de produção, terão ainda mais restrição.

“É importante salientarmos a sociedade que não há razão para pânico. Vamos enfrentar este problema terrível juntos. Se pararmos de produzir alimentos, não tenha dúvida que as consequências talvez sejam maiores do que o próprio coronavírus porque a escassez e os impactos na economia serão de proporções inimagináveis”, alerta.