Carlos Henrique vê teoria da conspiração e culpa prefeitura por ainda não ter feito repasse ao hospital

O presidente da Câmara de Sidrolândia, Carlos Henrique, na tentativa de justificar porque não tomou a iniciativa de devolver recursos para ajudar o hospital.

Presidente da Câmara Carlos Henrique. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O presidente da Câmara de Sidrolândia, Carlos Henrique, na tentativa de justificar porque não tomou a iniciativa de devolver recursos para ajudar o hospital, Elmiria Silvério Barbosa, neste momento crítico de pandemia do novo coronavírus, culpou o prefeito Marcelo Ascoli e o secretário de Saúde, Nélio Paim, que não teriam mostrado interesse no apoio do Legislativo.

“Me coloquei a disposição do prefeito, do secretário, para ajudar, na intenção de não atrapalhar”, garantiu. Olindo, nãoo poupou nem o autor do requerimento aprovado por unanimidade na sessão de ontem à noite das críticas. "O vereador Jonas Rodrigues não procurou a mim, nem a nenhum vereador para fazer a sugestão. Se tivesse, certamente, seria o primeiro apoiar, faríamos um requerimento coletivo. Nenhum vereador falou comigo antes”, sustentou.

Em tom de bravata, atacou o vereador Jean Nazareth (a quem chama de inescrupuloso) e identificou uma conspiração da imprensa com setores políticos para desgastá-lo junto à opinião pública. Insinuou que seu antecessor na presidência (o já mencionado, Jean Nazareth), seria contra repasses ao hospital porque os dirigentes da instituição não seriam confiáveis e fez alusão a áudios gravados com este posicionamento.

As afirmações de Carlos Henrique (de que o Executivo não teria demonstrado interesse na ajuda da Câmara) e de que não foi procurado por ninguém para o Legislativo cooperar neste momento de crise, foram desmentidas pelas fontes ouvidas pela reportagem, que preferem não se manifestar publicamente para não alimentar mais a polêmica, neste momento em que o mundo está assustado com a pandemia.

"É simples, basta o presidente apresentar o comprovante do depósito que nós, daremos sequência na destinação dos recursos em prol da Saúde. Nosso interesse não é criar polêmica. Toda ajuda será bem vinda neste momento tão conturbado que estamos atravessando", revelou uma fonte ao RN que não quis se identificar para não gerar ainda mais desgastes político.