Governo só vai custear CTI viabilizado por produtores, não serão abertos 3 novos leitos

O Governo do Estado não vai instalar mais leitos de CTI (Centro de Tratamento Intensivo) no Hospital Elmíria Silvério Barbosa em Sidrolândia para atender o iminente crescimento da demanda decorrente da pandemia do coronavírus

Visita de Geraldo Rezende ao hospital. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O Governo do Estado não vai instalar mais leitos de CTI (Centro de Tratamento Intensivo) no Hospital Elmíria Silvério Barbosa em Sidrolândia para atender o iminente crescimento da demanda decorrente da pandemia do coronavírus. A Secretaria Estadual de Saúde vai pagar, ao custo diário de R$ 1.600,00 por leito ocupado, a manutenção de três dos quatro leitos para pacientes graves que o hospital vai dispor com os equipamentos em aquisição com os recursos arrecadados pelo Sindicato Rural, entre os produtores da cidade.

Na live diária que em apresenta um balanço dos casos de Covit-19 e das medidas adotadas para controlar a pandemia no Estado, ontem o secretário Geraldo Resende, informação replicada pela assessoria imprensa do Governo, anunciou a implantação de 135 leitos de UTI em 8 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo Sidrolândia que ficaria com 3. Em contato no início da noite com Geraldo Resende, o secretário municipal de Saúde, Nélio Paim, explicou que na realidade o Governo não vai comprar novos ventiladores pulmonares e abrir mais três vagas de CTI e sim, custear a manutenções de parte dos leitos que o Hospital Elmiria Silvério Barbosa passará a contar.

O hospital terá de cadastrar os leitos junto à Secretaria e providenciar a contratação do pessoal necessário. A maior dificuldade é conseguir um médico intensivista, já que não há profissionais disponíveis no mercado. É possível que o Ministério da Saúde, em comum acordo com o Conselho Federal de Medicina, flexibilize neste período de pandemia, as exigências de qualificação para os médicos destacados para atuar no tratamento intensivo. De qualquer forma o hospital se prepara para contratar 15 funcionários, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem e pessoal da higienização.

Serão reservados três quartos para aos profissionais que atenderem com covid-10 que não quiserem voltar pra casa em enquanto durar a pandemia.