Jogadores do Santo André e outros times do Paulistão temem por futuro: "Telefone parou de tocar"

Maioria dos jogadores do Ramalhão têm contrato se encerrando nesta semana

Paulo Roberto Santos também ficará sem contrato com o Santo André — Foto: Henrique Toth - Foto: Henrique Toth

Dono da melhor campanha do Campeonato Paulista antes de sua pausa, o Santo Andre vive dias difíceis, assim como a maioria dos times pequenos do Brasil. Dezenove jogadores do Ramalhão ficarão sem contratos até essa sexta-feira, e o futuro no esporte este ano os preocupa.

 – Com certeza estou preocupado. O telefone parou de tocar, parou de ter sondagens concretas, acredito por causa do vírus. Está tudo muito confuso e cada dia que passa mais difícil – disse o zagueiro Luizão, que tinha contrato com o Santo André até a última terça-feira.

Paulo Roberto Santos, técnico do Ramalhão, conhecido como "Luxemburgo do interior", também tem seu contrato prestes a acabar. O treinador é outro que demonstra preocupação com a atual situação do futebol.

– A preocupação é muito grande. Não sabemos se vamos dar continuidade no estadual e nem o que vai acontecer no segundo semestre. A preocupação em relação ao futuro é muito grande. A realidade do futebol brasileiro está nos times do interior, ali você encontra todas as dificuldades, mas tem que dar o resultado na mesma proporção – comentou o técnico.

E isso não é um problema só do Santo André, que é líder da classificação geral do Campeonato Paulista. O GloboEsporte.com levantou os jogadores, de todos os times do Paulistão, que têm contratos se encerrando ainda em abril – veja aqui.

João Vitor, ex-Palmeiras e agora um dos destaques do Água Santa na temporada, tem contrato com o time de Diadema até o dia 30 deste mês.

– Ainda não conversamos sobre isso (sequencia do Paulistão e atual contrato), mas sentaremos para conversar e negociar e veremos se é positivo para ambos os lados. Treinei firme e dei meu máximo em todas as partidas pelo Água Santa, então creio que as coisas acontecerão como devem ser e no tempo certo – disse João Vitor.

 Federação Paulista de Futebol ainda não tem, e nem pode prever, uma data para a volta dos campeonatos. A entidade interrompeu as três competições masculinas (Série A1, A2 e A3) e nem chegou a dar início a mais 13 torneios.
 

Em primeiro lugar, o Governo do Estado de São Paulo precisa autorizar a volta do futebol. Depois disso, a Confederação Brasileira de Futebol precisa decidir sobre o futuro do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, para então a FPF definir uma data para o retorno dos torneios organizados por ela.