Em 120 dias, câncer venceu a vida; definhou “Tonhão” que deixou esposa, filhos e 4 netos

Após a descoberta, em poucos dias, o tumor se alastrou para o intestino.

Antônio Alves de Oliveira - Foto: Arquivo Pessoal

O empresário Antônio Alves de Oliveira, que morreu na madrugada desta Sexta-Feira Santa, dia 10 de abril, nos últimos 120 dias travou uma luta contra o câncer. A doença o venceu em pouco mais de três meses, quando foi diagnosticado com o tipo mais comum do câncer de esôfago; o carcinoma epidermoide escamoso.

Ele descobriu a doença às vésperas das festividades em celebração ao Natal do ano passado. Há tempos sentia muita azia, mas nunca procurava tratamento porque o mal-estar desaparecia com ajuda de sal de frutas e antiácidos ingeridos geralmente após as refeições. Em dezembro do ano passado, resolveu buscar ajuda médica após a empresa entrar em recesso de fim de ano.

“Tonhão”, como era conhecido, que completou 66 anos na última quara-feira, dia 8, foi submetido a procedimentos médicos para investigar doenças do esôfago, estômago e duodeno. A família foi surpreendida com o resultado da endoscopia digestiva alta que diagnosticou a doença. Um exame mais detalhado com material coletado comprovou por meio de uma biópsia o tumor maligno.

Após a descoberta, em poucos dias, o tumor se alastrou para o intestino. “Tonhão” foi submetido a duas cirurgias, mas não resistiu. “Meu pai lutou muito contra a doença. Era um homem forte, de bom coração. Parece ser mentira o que estamos vivendo. Foi muito rápido”, relata Luciano Alves de Oliveira, de 42 anos, filho mais velho. Na fase terminau da doença, "Tonhão" se alimentava por sonda e perdeu muito peso.

Ele conta que a Comitiva dos Amigos, entidade filantrópica de assistência as pessoas acometidas pelo câncer, foi muito importante durante todo o processo de tratamento da doença do pai. “São pessoas incríveis. Deram todo suporte pra gente em todos os sentidos. É nestas horas que gente vê a importante desta instituição”, argumenta.

Histórico

Antônio Alves de Oliveira, é natural do Estado da Paraíba, de onde, ainda adolescente, se mudou para São Paulo em busca de dias melhores. Aos 20 anos, trocou a capital paulista pelo então, Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul). Na época, se instalou no pequeno Distrito de Dourados, Angélica, localizado no sudeste do estado, região do Vale do Ivinhema.

Em 1976, quando o pequeno distrito estava em processo de emancipação, recém-casado, “Tonhão”, resolveu começar a vida na cidade de Sidrolândia, para onde se mudou com a esposa, Darci Correia de Oliveira, quem conheceu no vizinho município de Ivinhema. O primeiro filho do casal, Luciano Alves de Oliveira, nasceu dois anos mais tarde, em 1978.

“Ele foi o pioneiro no ramo de auto elétrica na cidade”, conta Luciano que dá boas referencias do pai, relembrando que várias outras empresas no seguimento existentes na cidade hoje, foram fundadas por ex-funcionários ou colaboradores do patriarca. “Meu pai se foi, mas estamos bem porque sabemos onde ele esta agora”, lamenta.

“Tonhão” era evangélico e frequentava a igreja, Assembleia de Deus Missões. Deixou esposa, com quem teve outros três filhos e um adotivo; quatro netos. A filha caçula, Erenite Alves, de 26 anos, esta grávida e dará luz ao quinto neto do casal no mês de maio.

Dia 20 de abril, fará um ano da morte do corretor imobiliário, Joacir de Almeida Ajala, de 43 anos, filho adotivo do casal, que morreu vitima de um grave acidente de trânsito na rodovia MS-164, quanto retornava para Sidrolândia na altura do km 88, próximo a Ponta Porã.