Casos de coronavírus no Brasil sobe para 22.318 e Saúde já contabiliza 1.241 mortes

No fim da noite de domingo (12), o Ceará registrou 11 novas mortes e o número total subiu para 85.

Gráfico da Covid-19 - Foto: G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 8h30 desta segunda-feira (13), 22.318 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.241 mortes pela Covid-19.

No fim da noite de domingo (12), o Ceará registrou 11 novas mortes e o número total subiu para 85.

O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (12), aponta 22.169 casos confirmados 1.223 mortes.

Segundo boletim do ministério publicado no sábado (11), 25% dos mortos estavam fora do grupo de risco, ou seja, não tinham mais de 60 anos (grupo que representa 75%) nem tinham fatores de risco (74% de quem morreu os tinham).

Entrevista exclusiva com Mandetta

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deu entrevista exclusiva ao repórter Murilo Salviano, do Fantástico, no domingo (12). De Goiânia, no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, Mandetta falou sobre os meses que virão e disse que espera que haja "uma fala única" dentro do governo.

 

Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, unificada. Por que isso leva para o brasileiro uma dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta.

Mandetta também comentou as consequências de o Brasil ainda testar muito pouco pacientes suspeitos de coronavírus.

"A gente não está no escuro, porque mesmo com essa testagem, temos modelos matemáticos que nos permitem dimensionar qual é o ritmo, para onde está indo, em que bairro está, em que cidade está, se está se deslocando, para qual faixa etária, se está internando quem, qual é a capacidade instalada. Nós temos modelos matemáticos que nos permitem fazer cálculos muito bons, que nos dão muita informação sem testar 100% das pessoas", afirmou o ministro.

Cientistas brasileiros avaliam testes

Um dos testes rápidos contra o novo coronavírus, que desembarcaram no Brasil nos últimos dias, veio da China e o manual dele aponta a eficácia de 97.4%. Mas será mesmo? Essa é a dúvida de cientistas e órgãos de controle. Eles correm contra o tempo para avaliar a qualidade dos testes que estão entrando no mercado brasileiro. A maioria é importada de fábricas chinesas e sul-coreanas.