Juíza que suspendeu reabertura do comércio em Parnaíba e terá proteção policial, diz Amapi

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) atendeu ao pedido da Associação dos Magistrados (Amapi) e autorizou a proteção policial da juíza.

Porto das Barcas em Parnaíba - Foto: Ellyo Teixeira/G1

A Associação dos Magistrados do Piauí (Amapi) informou nesta sexta-feira (17) que a juíza Anna Victória Muylaert, titular da 4° Vara Cível de Parnaíba, terá proteção policial. A medida foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Piauí após a magistrada ter sofrido ameaças nas redes sociais por suspender a reabertura do comércio no município de Parnaíba. A associação não deu detalhes de como vai acontecer a proteção feita pelas autoridades de segurança. Além disso, foi registrado um boletim de ocorrência e o caso será investigado pela Polícia Civil.

 Em vídeo, o presidente da Amapi, Leonardo Brasileiro, informou que foi realizada uma campanha difamatória na internet contra a juíza Anna Victória, relacionando a sua decisão de suspender as atividades econômicas não essenciais na cidade com questões políticas.

“Infelizmente, tomou se conhecimento de uma campanha difamatória nas redes sociais contra a juíza, buscando dar contornos políticos, uma clara tentativa de intimidação à magistrada. O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, atendendo ao pedido da Amapi, autorizou a proteção policial para garantir a segurança da magistrada ameaçada, tendo acionado o órgão de segurança institucional do TJ. Estamos providenciando medidas para que tenha uma rigorosa investigação sobre os responsáveis pelas ameaças”, afirmou. 

Decisão

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), na última quarta-feira (15), suspendeu o retorno das atividades econômicas em Parnaíba, após o prefeito do município, Mão Santa (DEM), ter autorizado a reabertura na terça-feira (14). A decisão estabeleceu ainda uma multa diária de R$ 25 mil em caso de desobediência.

O presidente da Amapi, o juiz Leonardo Brasileiro, destacou que a decisão atendeu o pedido do Ministério Público do Piauí e teve como respaldo informações oficiais da Secretaria de Saúde do Estado.

“A referida decisão foi proferida conforme sua função institucional em defesa da vida, da sociedade, atendendo ao pedido do Ministério Público Estadual em ação civil pública e após adotar todas as cautelas necessárias, com respaldo em informações oficiais da Secretaria de Saúde e de que todos os leitos existentes em Parnaíba já estavam ocupados”, contou.