Presidente do Atlético-MG celebra obras da Arena MRV e prevê R$ 100 milhões anuais de receita

Sérgio Sette Câmara, presente no primeiro dia de movimentação de terra no terreno onde o Galo irá construir a casa própria, comemora "dia histórico" para o clube

Terreno da Arena MRV com homens e máquinas trabalhando - Foto: Reprodução/Twitter/Sérgio Sette Câmara

O Atlético-MG irá marcar 20 de abril como a data em que a Arena MRV - seu projeto de casa própria - começou ser erguida no bairro Califórnia, em Belo Horizonte. O presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, considerou esta segunda-feira como um "dia histórico" para o clube. Presente na "entrada em campo" dos tratores para o processo de terraplenagem, o mandatário relembrou dois fatos relevantes que a obra trará: geração de emprego para a cidade e de receita para o clube.

" Um dia histórico que todos os atleticanos irão guardar na memória, dizer para os seus filhos, seus netos, para todas as gerações" (Sette Câmara, à Rádio Itatiaia)"

A Arena MRV, projeto desenhado pelo Atlético entre 2013 e 2014, será o local de mando de jogos do Galo a partir de 2022, com capacidade de 46 mil lugares. Com dinheiro "sagrado e reservado" para investir no projeto - R$ 410 milhões - o Atlético pretende mudar os rumos do clube com arrecadação de R$ 100 milhões anuais, na projeção do próprio presidente Sette Câmara.

- Nos parâmetros que temos de outras arenas... A do Palmeiras tem números interessantes no futebol e em shows. Mas no futebol fica pro Palmeiras, e nos shows fica para a WTorre, que fez a reforma no estádio. Levando em consideração o mercado paulista, o centro de negócios do Brasil, pegamos mais ou menos a receita do futebol, trazemos para metade aqui no Atlético. E faz a mesma com shows. Chegamos à conclusão que o atlético teria algo em torno de 100 milhões de reais por ano, com essa arena - acrescentou o mandatário.

 Dos R$ 410 milhões orçados originalmente na Arena MRV, o Atlético os arrecadou alienando 50,1% da propriedade de um Shopping localizado em região nobre de Belo Horizonte, por R$ 250 milhões, além de receber R$ 60 milhões da venda de naming rights e R$ 100 milhões que será arrecadados da venda de cadeiras cativas. "O Atlético não irá gastar, do seu cofre, do futebol, dia a dia, clubes de lazer, absolutamente nada", diz Sette Câmara, lembrando da criação de empregos diretos e indiretos que o empreendimento irá criar em tempos de coronavírus e problemas econômicos no Brasil.