Comércio amarga até 40% de redução nas vendas, mas aposta em recuperação com Dia das Mães

Lojistas preferiram não demitir funcionários, optou por antecipar as férias, principalmente, daqueles que são do grupo de risco.

A expectativa é recuperar parte do movimento nos próximos dias. - Foto: Marco Tomé/Região News

O comércio de Sidrolândia ainda se refaz do impacto da pandemia do Covid-19, período em que teve de amargar uma semana de portas fechadas na fase mais restritiva da quarentena. Na falta de um levantamento mais abrangente, o que se tem como parâmetro são projeções dos lojistas que calculam em até 40% a queda no volume de vendas e o crescimento da inadimplência, que em alguns casos triplicou, saltou de 6 para 18%.

Por enquanto, a maioria preferiu não demitir funcionários, optou por antecipar as férias, principalmente, daqueles que são do grupo de risco. A expectativa é recuperar parte do movimento nos próximos dias, com a aproximação do Dia da Mães, dia 10 de Maio, segundo domingo do mês.

A filial de Sidrolândia da Magazine Luiza foi a única loja da cidade a cumprir integralmente a recomendação das autoridades de saúde, pelo isolamento social como alternativa para evitar a disseminação do Covid-19. A loja ficou quase um mês fechada e reabriu nesta quarta-feira. Retornaram ao trabalho 10 funcionários, mas 5 continuam em casa, recebendo normalmente salários e benefícios.

Com a Magazine Luiza fechada, algumas concorrentes, como as Lojas Daron, que só na primeira semana da quarentena, atraiu parte da clientela e conseguiram reduzir o impacto das perdas. Mesmo assim, o gerente da filial Robson da Silva, estima que as vendas caíram 30% e a inadimplência subiu de 3% para 12%, em boa medida provocada porque muitos clientes do grupo risco preferiram ficar em casa, mas a tendência é que venham quitar as prestações.

Foi criado um serviço de venda na modalidade delivery. É feita uma pré-venda por telefone; fotos dos produtos são enviadas pelo WhatsApp e o cliente só vai à loja para assinar o contrato de compra. O quadro de pessoal (11 funcionários) foi preservado.

As Lojas Florai também encontraram na venda delivery uma alternativa para garantir o movimento, mesmo com os clientes em casa. Como atua no segmento de confecções e sapato, pode concluir a venda e entregar o produto adquirido em domicilio. Faz a pré-venda por telefone e um funcionário leva mais de uma opção para o consumidor escolher.

Com a redução do movimento, o número de funcionários foi reduzido de 12 para 8 vendedores, mas ninguém foi demitido. A opção foi dar férias para 4 trabalhadores e quanto eles voltarem, outros 4 sairão de férias.