Veículo de taxista teria sido encomendado por receptador em Sidrolândia

Com ajuda de imagens cedidas por “empresas e pessoas”, segundo o delegado, foi possível traçar o caminho feito.

Sustentaram que desistiram do negócio, abandonaram o carro, um Volkswagen Virtus. - Foto: Divulgação/PCMS

O veículo do taxista Luciano Barbosa de 44 anos, assassinado no domingo em Campo Grande, teria sido encomendado por um receptador residente em Sidrolândia, identificado como Paraguai, que pagaria R$ 12 mil pelo veículo. Esta versão foi apresentada à Polícia pelos envolvidos nos crimes.

Rayara Laura da Silva, de 21 anos e Stefanie Paula Prado de Oliveira, de 19, e um adolescente de 17 anos, foram apontados como responsáveis pelo crime. Elas foram presas e o rapaz apreendido em ação da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos).

Sustentaram que desistiram do negócio, abandonaram o carro, um Volkswagen Virtus, com as chaves no contato, no Bairro Guanandi. A partir daí, outras pessoas andaram no veículo e o deixaram no Santa Emília, onde foi achado domingo por volta das 8h, sem os quatro pneus.

Segundo o delegado Pablo Farias, os levantamentos feitos até agora sugerem que o crime foi premeditado pelo adolescente de 17 anos e pela namorada dele, Stefanie. Os dois, conforme o trabalho da polícia, decidiram fazer roubos “aleatórios” no sábado à noite e acabaram tendo a “ideia” de roubar um carro. 

Pediram então, a corrida do Shopping Campo Grande até o Jardim Carioca. Como estavam sem o aplicativo disponível, segundo contaram, solicitaram que Rayara fizesse isso. Ela estava na casa divida pelo trio, no bairro Tiradentes. Conforme o delegado, não estava no carro, mas sabia de tudo e dava suporte ao casal.

Com ajuda de imagens cedidas por “empresas e pessoas”, segundo o delegado, foi possível traçar o caminho feito. A corrida começa no shopping Campo Grande, às 23h40, e termina no Jardim Carioca, às 23h58. O carro para, fica 40 segundos ali e depois é feita uma rotatória e o veículo retorna.

O tempo de parada, levantou a polícia, é quando ocorre a execução. “Foi muito rápido”, define o delegado. O depoimento dos ladrões diz que eles não pretendiam matar a vítima, mas houve “reação” quando o assalto foi anunciado.

O motorista estava ao volante, a jovem no banco do passageiro e o adolescente no banco de trás. É ele quem atira. Foi liberado em março de unidade educacional de internação e com passagens por atos infracionais análogos a roubo, maus-tratos a criança, porte ilegal de arma e receptação, o assaltante tem ficha longa apesar de tão jovem. As mulheres não têm registros anteriores.

Provas – Depois de os investigadores localizarem os envolvidos, por meio da chamada ao aplicativo encontrado no celular de Rayara, os quatro jovens foram levados para depor na delegacia, inclusive o que teve o CPF usado sem saber.

Enquanto isso, em apoio à ação, o Batalhão de Choque da Polícia Militar foi até a casa onde eles viviam juntos, encontraram a arma, um revólver calibre 38, quatro munições e ainda uma cápsula deflagrada. Acharam, também, o celular da vítima.