Volta pra casa o sidrolandense que fez transplante do coração na Santa Casa

O paciente cardíaco estava internado há mais de cem dias na Santa Casa e aguardava na fila do transplante de coração desde janeiro deste ano.

Emerson sofria de uma insuficiência cardíaca grave desde 2006 - Foto: Assessoria de imprensa da Santa Casa

O operador de máquinas sidrolandense Emerson Jaime de Lima, 37 anos, que recebeu um novo coração em transplante realizado na Santa Casa de Campo Grande no último dia 5 de abril, recebeu alta na manhã deste sábado (9).

Quanto saiu do hospital pelas portas de vidro do saguão principal do hospital foi alvo de uma a comemoração, muito emocionante, com a presença dos profissionais que o acompanharam durante os quatro meses de internação.

Emerson sofria de uma insuficiência cardíaca grave desde 2006 que o impedia de trabalhar e continuar a rotina ao lado da família. Hoje, ele foi surpreendido por toda a equipe de profissionais do hospital que em algum momento o acompanhou nessa luta pela vida. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social, equipe de higienização, representantes das diretorias corporativa e técnica, e muitos outros que, no momento, também se solidarizaram com o caso de Emerson, se reuniram na porta de saída do hospital. Sob aplausos de todos e com a apresentação de músicos ao piano e sax, Emerson deixou o local bastante emocionado.

O paciente cardíaco estava internado há mais de cem dias na Santa Casa e aguardava na fila do transplante de coração desde janeiro deste ano. Com destino a Sidrolândia, cidade onde mora, Emerson já define os próximos dias com muita esperança. “Agora será um dia após o outro e com várias lembranças. Antes era muito difícil, podia beber apenas 750ml de água por dia. Eu tinha um coração fraco com 10% da capacidade e, agora, tenho um que está 100%. Lembro do dia que senti o novo coração bater mesmo, achei até estranho, pois não lembrava mais como era essa sensação”, disse

O médico que conduziu o transplante lembrou do estado grave na chegada do paciente no hospital e, hoje, reconhece que a alta é um motivo de grande festa. “Tudo o que a gente faz, o objetivo é esse momento. Para que o paciente possa ir para casa com mais saúde, melhores condições de vida. É esse o nosso objetivo”, enfatizou o cirurgião cardiovascular Dr. Carlos Barbosa.

Antes do transplante, o comprometimento do coração de Emerson era progressivo e logo nos primeiros dias pós-transplante, ele já apresentou o quadro esperado pela equipe, entre períodos de evolução e algumas intercorrências. Já nessa última semana de internação, foi registrada uma melhora significativa, ocasionando a alta hospitalar.

Assim que deixou a enfermaria, o paciente disse que o sentimento maior era de gratidão. “Hoje só tenho a agradecer a todos da equipe que cuidou de mim, são profissionais incríveis e tenho muito respeito por cada um deles e, claro, agradeço a família que doou. Sem eles, eu não teria chances de continuar a viver”, concluiu Emerson.