De coração novo, sidrolandense toma 8 remédios e fará bateria de exames na sexta-feira

Com baixa imunidade segue uma rotina de reclusão em casa. Sidrolandense permaneceu 5 meses na Santa Casa.

Sidrolandense Emerson Jaime de Lima durante alta na Santa Casa. - Foto: ASCOM Santa Casa

Em casa desde sábado, após 5 meses de internação na Santa Casa, o sidrolandense Emerson Jaime de Lima, submetido a transplante de coração no último dia 5 de abril, cumpre rotina de resguardo em casa, sob a supervisão da sua companheira Ana Rosa, que o acompanhou durante todo o período em que esteve no hospital, com exceção dos 7 dias após a cirurgia em que ficou sozinho no CTI.

Nos outros 23 dias mesmo permanecendo no Centro de Tratamento Intensivo, ela ficou com Emerson. “Ficou praticamente morando no hospital neste período. Quando voltamos sábado pra casa, trouxemos praticamente uma mudança”, comenta.

Ela é responsável por administrar ao longo do dia os 8 remédios diferentes que Emerson está tomando. Controla e prepara as refeições. Nada de frituras, carne malpassada, verduras ou legumes crus. Sucos, só os naturais. Uma das suas dietas de curto prazo e recuperar o peso. Em 5 meses no hospital emagreceu 20 kg, de 72 para 52 quilos. Na sexta-feira volta à Santa Casa, onde fará uma bateria de exames, que serão avaliadas na consulta agendada para terça-feira.

Com baixa imunidade segue uma rotina de reclusão em casa. Já recebeu a visita do filho, divide seu tempo simplesmente descansando ou navegando nas redes sociais. Está rotina deve se estender por seis meses, quando, dependendo de uma boa evolução do seu quarto clínico pode ter uma rotina próxima da normalidade, como por exemplo dirigir um veículo. Atividade física, como nadar, jogar futebol, só daqui um ano. Está se sentindo bem, sem dificuldade respiratória que o acompanhou desde que teve um infarto agudo do miocárdio em 2016.

No sábado, quando saiu do hospital pelas portas de vidro do saguão principal do hospital foi alvo de uma comemoração, muito emocionante, com a presença dos profissionais que o acompanharam durante os cinco meses de internação


Com um novo coração no peito, Emerson Jaime, está de volta em casa. Assista.

Volta pra casa o sidrolandense que fez transplante do coração na Santa Casa

Publicado por Regiao News em Sábado, 9 de maio de 2020

Emerson sofria de uma insuficiência cardíaca grave desde 2006 que o impedia de trabalhar e continuar a rotina ao lado da família. Hoje, ele foi surpreendido por toda a equipe de profissionais do hospital que em algum momento o acompanhou nessa luta pela vida. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social, equipe de higienização, representantes das diretorias corporativa e técnica e muitos outros que, no momento, também se solidarizaram com o caso de Emerson, se reuniram na porta de saída do hospital. Sob aplausos de todos e com a apresentação de músicos ao piano e sax, Emerson deixou o local bastante emocionado.

O paciente cardíaco estava internado há mais de cem dias na Santa Casa e aguardava na fila do transplante de coração desde janeiro deste ano. Com destino a Sidrolândia, cidade onde mora, Emerson já define os próximos dias com muita esperança. “Agora será um dia após o outro e com várias lembranças. Antes era muito difícil, podia beber apenas 750ml de água por dia. Eu tinha um coração fraco com 10% da capacidade e, agora, tenho um que está 100%. Lembro do dia que senti o novo coração bater mesmo, achei até estranho, pois não lembrava mais como era essa sensação”, disse.

O médico que conduziu o transplante lembrou do estado grave na chegada do paciente no hospital e, hoje, reconhece que a alta é um motivo de grande festa. “Tudo o que a gente faz, o objetivo é esse momento. Para que o paciente possa ir para casa com mais saúde, melhores condições de vida. É esse o nosso objetivo”, enfatizou o cirurgião cardiovascular Dr. Carlos Barbosa.

Antes do transplante, o comprometimento do coração de Emerson era progressivo e logo nos primeiros dias pós-transplante, ele já apresentou o quadro esperado pela equipe, entre períodos de evolução e algumas intercorrências. Já nessa última semana de internação, foi registrada uma melhora significativa, ocasionando a alta hospitalar.