Hospital espera repasse de R$ 1,2 milhão para custear estrutura para o Covid-19

O dinheiro se destina a custear a estrutura de pessoal e equipamentos montada no hospital para atendimento de pacientes do Covid-19.

Prefeito de Sidrolândia e o presidente do hospital Luiz Carlos Alves da Silva. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A administração do Hospital Elimiria Silvério Barbosa avalia entrar na Justiça contra a Prefeitura de Sidrolândia para cobrar o recebimento de R$ 1,2 milhão repassado no mês passado pelo Ministério da Saúde e o Governo do Estado ao Fundo Municipal da Saúde.

O dinheiro se destina a custear a estrutura de pessoal e equipamentos montada no hospital para atendimento de pacientes do Covid-19. São 15 leitos, sendo 5: de tratamento intensivo, em três deles foram instalados respiradores adquiridos com recursos doados pelos produtores rurais. Foram contratados 15 profissionais, desde um médico intensivista, fisioterapeuta, enfermeira, até o pessoal da higienização.

Nesta terça-feira a diretora administrativa, Vanda Camilo, manteve contato telefônico com o secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende e a promotora Janeli Basso. Mostrou preocupação com a demora no repasse que se não for normalizado, pode levar ao fechamento dos leitos para os pacientes de Covid-19.

O hospital foi uma das primeiras instituições do Estado a conseguir credenciamento junto ao Ministério da Saúde de leitos de UTI. A habilitação foi publicada na edição do Diário Oficial da União do último dia 24 de abril. O recurso de R$ 720 mil foi depositado no dia 29 na conta do Fundo Municipal da Saúde. A verba extraordinária para a Média e Alta Complexidade, R$ 200 mil está na conta do Fundo desde o dia 9 de abril e ainda há pendentes, R$ 300 mil, liberados pelo Governo.

A Secretaria Municipal da Saúde diz que só aguarda a Câmara aprovar o projeto que abre um crédito adicional no orçamento. A proposta está desde o dia 15 de abril no Legislativo e deve ser votada na sessão desta terça-feira.