Operação do Gaeco prendeu os dois últimos comandantes da PM em Sidrolândia

Além do tenente coronel Erivaldo José, que deixou o cargo em dezembro, também está preso Jidevaldo de Souza Lima.

Tenente coronel Erivaldo José Duarte Alves e Jidevaldo de Souza Lima. - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Os últimos comandantes da Polícia Militar em Sidrolândia foram presos nesta sexta-feira sob a acusação de envolvimento com a Máfia do Cigarro contrabandeado do Paraguai. Além do tenente coronel Erivaldo José Duarte Alves, que deixou o cargo em dezembro, também está preso o tenente coronel Jidevaldo de Souza Lima, que quando esteve lotado na cidade era major. Souza Lima ficou no cargo 8 meses e foi substituído em maio de 2019 pelo tenente-coronel Erivaldo José Duarte Alves.

Ele e outros seis oficiais da Policia Militar foram alvos da terceira fase da Operação Oiketicus, denominada Avalanche, que mira organização criminosa composta por policiais militares que atuam na facilitação do contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão.

Segundo informações do Gaeco (Grupo de Combate às Organizações Criminosas), responsável pelas investigações, os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Coxim, Sidrolândia, Naviraí, Aquidauana e Dourados, em conjunto com a Promotoria de Justiça da Auditoria Militar, Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Comando-Geral da Polícia Militar e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Os alvos da prisão nesta sexta-feira foram o coronel Kleber Haddad Lane, os tenentes-coronéis Jidevaldo de Souza Lima, Carlos Lima, Josafá Pereira Dominoni, Erivaldo José Duarte Alves e Wesley Freire de Araújo, além do major Luiz César de Souza Herculano. Eles são acusados de ligação com a máfia que comanda o contrabando de cigarro paraguaio na fronteira.

Fases - Na primeira fase da Oiketicus, realizada em 16 de maio de 2018, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva contra policiais, sendo três oficiais, e 45 mandados de busca e apreensão. O saldo total foi de 21 prisões porque um sargento acabou preso em flagrante.

A ação foi em 16 localidades: Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão (distrito), Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá. Segundo a investigação, a remuneração para os policiais variava de R$ 2 mil por mês a R$ 100 mil.

A segunda etapa aconteceu no dia 23 de maio de 2018, com mandado de busca e apreensão na casa e escritório do então servidor do TCE (Tribunal de Contas do Estado). A terceira fase foi em 13 de junho, quando mais oito policiais foram presos.

Na primeira fase da Oiketicus, realizada em 16 de maio de 2018, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva contra policiais, sendo três oficiais, e 45 mandados de busca e apreensão. O saldo total foi de 21 prisões porque um sargento acabou preso em flagrante.