Menos de 24 horas após ir para cela 17, Jerson Domingos deixa Centro de Triagem

Conselheiro do TCE-MS foi preso ontem pela Operação Omertà e Tribunal de Justiça concedeu liberdade hoje.

Conselheiro Jerson Domingos (de camisa azul) deixou Centro de Triagem a pé acompanhado do advogado André Borges - (Foto: Henrique Kawaminami)

O conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso de Sul), Jerson Domingos, deixou há pouco o Centro de Triagem Anísio Lima, no Complexo Penal de Campo Grande. Ele chegou à unidade por volta das 15h de ontem (18) depois de ser preso em fazenda de Rio Negro em cumprimento a um dos mandados de prisão preventiva expedido para a fase 3 da Operação Omertà.

Jerson não falou com a imprensa e saiu caminhando ao lado do advogado André Borges. O presídio foi comunicado por volta das 5h30 de hoje sobre o habeas corpus concedido pelo desembargador Vladimir Abreu da Silva durante o plantão judiciário desta madrugada, às 4h59, conforme cadastramento feito no sistema on-line do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

André Borges repetiu o que já havia dito ao Campo Grande News. “O Tribunal, como sempre, atuou com celeridade e eficiência, garantindo a liberdade a um homem bom, da paz e companheiro de todas as horas”.

Argumentos - No habeas corpus, a defesa alega constrangimento ilegal e argumenta que Jerson “é personagem meramente secundário de tudo o que foi apontado pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado]” e que teve a prisão decretada “em razão de parentesco com outros investigados”.

O desembargador, por sua vez, entendeu que não há elementos para mantê-lo preso. Em resumo, para o magistrado, não é possível presumir que o conselheiro integre organização criminosa por ser parente de Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho, os principais alvos da Omertà, e proximidade com Fahd Jamil, poderoso empresário da fronteira que também teve a prisão preventiva decretada nesta fase operação. Jerson é irmão de Tereza Name e, portanto, cunhado de Jamil e tio de Jamilzinho.

“Não se está a dizer que os fatos não merecem investigação aprofundada e produção de provas em juízo, porém, os elementos constantes até o momento não são robustos o suficiente para autorizar a manutenção da prisão”, ressalvou Vladimir Abreu da Silva na decisão.

Mais decisões – O mesmo desembargador plantonista determinou hoje a soltura de Cinthya Name Belli, sobrinha dos Name, e de Benevides Cândido Pereira, funcionário da família.