Trapalhada da Mesa quase posterga votação do Avançar Cidades, mas governo derrota e arquiva requerimento que adiava votação

Votação da 4ª versão do projeto que autoriza a Prefeitura contratar o Avançar Cidades, por pouco não foi adiado para agosto por conta de trapalhada.

Projeto que autoriza a Prefeitura contratar um empréstimo de R$ 13,168 milhões, o Avançar Cidades foi votado durante sessão. - Foto: Marco Tomé/Região News

Uma trapalhada regimental do presidente da Câmara de Sidrolândia, Carlos Henrique (PSDB), por pouco não adiou para o mês de agosto, a votação da 4ª versão do projeto que autoriza a Prefeitura contratar um empréstimo de R$ 13,168 milhões, o Avançar Cidades, que viabiliza a execução de 80 mil metros quadrados de pavimentação.

O enredo da trapalhada regimental, protagonizada pelo presidente Carlos Henrique e seus colegas de Mesa Diretora, Vilma Felini, Itamar de Souza e Geosafá da Silva, teve como principal componente a renúncia do vereador Edno Ribas (PP) e a posse do seu suplente, Juscelino Pereira, formalizadas na sessão ordinária desta terça-feira.

Pelo regimento interno, Juscelino só poderia participar das votações na sessão seguinte, neste caso, uma sessão extraordinária convocada para acontecer na sequencia dos trabalhos legislativos da sessão de ontem destinada a aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Tanto que durante a sessão ordinária, Juscelino ficou no plenário, não se juntando aos demais vereadores na bancada reservada aos parlamentares.

A confusão toda se estabeleceu na hora da contagem dos votos de um requerimento do vereador Kennedi Forgiarini (PP) que adiaria para agosto a votação do projeto. Só seis vereadores (Kennedi, Jean Nazareth, Vilma Felini, Geosafá da Silva, Otacir Figueiredo e Itamar de Souza), votaram a favor, enquanto que outros 7 parlamentares se posicionaram pelo arquivamento do pedido de vistas. Entretanto, o presidente da Mesa computou o voto de Juscelino favorável ao requerimento, como se tivesse participado da deliberação.

Com isto, caracterizou-se o empate em 7 a 7, permitindo a Carlos Henrique desempatar pela aprovação do requerimento. Quando tudo se encaminhava para uma derrota política do Governo, quando o resultado de 8 a 7 foi anunciado, o vereador Jonas Rodrigues, do MDB, questionou o resultado.

“Pela Ordem senhor presidente. Não vejo razão para declarar aprovado o requerimento do colega Kennedi com pedido de vista, já que no voto, a maioria decidiu pela reprovação. Devo considerar que o ilustre senhor Jucelino, se quer tomou posse de seu acento nesta casa, logo não participa desta deliberação”, concluiu.

A Mesa Diretora havia errado ao computar o voto de Juscelino que, como se mencionou, por questão regimental não poderia participar das deliberações nesta sessão ordinária. A questão foi levada ao plenário que decidiu por anular o resultado e foi feita uma nova votação do requerimento. Os vereadores, Jean Nazareth e Otacir Figueiredo mudaram de ideia e com isto o requerimento foi arquivado por 9 votos a 4.