Presidente do Conselho de Saúde e empresário defendem que avanço da doença é falta de conscientização

Em sua avaliação, as pessoas devem se conscientizar da gravidade do problema e assumirem responsabilidade.

Presidente do Conselho Municipal Saúde de Sidrolândia, pastor Pedro Macedo Granja - Foto: Leoni Marcos/Região News

O presidente do Conselho Municipal Saúde de Sidrolândia, pastor Pedro Macedo Granja, defendeu durante a reunião do Comitê de combate a Covid-19, na tarde desta quarta-feira no Centro de Múltiplo Uso da Secretaria de Assistência Social, que uma medida restritiva mais severa, como um lockdown, não é a melhor saída para conter a disseminação do vírus. Em sua avaliação, as pessoas devem se conscientizar da gravidade do problema e assumirem responsabilidade.

"Temos que testar as pessoas porque o número deve ser bem maior e cuidar das pessoas acometidas pela doença. A fiscalização tem que multar e coibir aglomerações. Usar a força policial para cumprir as determinações. Fechar tudo e continuar a bebedeira, churrascada no fim de semana e aglomeração, não resolve o problema", dispara o pastor que já sentiu os efeitos da Covid-19.

Cleide Roque Machado, diretora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) também não defende o chamado lockdown. Em sua avaliação, "a exemplo dos bairros em Campo Grande, enquanto o centro está deserto, na periferia está rolando a farra do boi", argumenta. Claudeir Santos dono da loja Aline Presentes, disse que já demitiu 17 colaboradores e se houver medidas que afetam o comércio, empresários serão penalizados novamente pelo avanço da doença.

Claudeir disse que as autoridades deveriam penalizar o cidadão que descumprir as determinações e não a classe empresarial. "Tem que penalizar o cidadão, o empresário que descumprir as determinações e provocar aglomeração, por exemplo. Se essas pessoas forem multadas e sentirem no bolso, tenho certeza que haverá um alinhamento e a diminuição no número de casos", revela.