Juiz mantém prisão de suposta integrante do PCC que alicia menores para o tráfico de drogas

Juiz manteve a prisão preventiva de Tais Caroline Bittencourt, presa pelo Gaeco no último dia 7 de julho.

Tais Caroline foi um dos 40 alvos de ordens de prisão preventiva cumpridas no último dia 8 na operação “Ponto Cego” - Foto: Divulgação

O juiz Olivar Augusto Roberti, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, negou o pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva de Tais Caroline Bittencourt, presa pelo Gaeco no último dia 7 de julho em Sidrolândia, acusada de tráfico de drogas, aliciar adolescentes para a atividade criminosa, além de supostamente integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa que controla os presídios.

Na sua decisão o juiz sustenta que “há indícios suficientes de que a ré faz parte de uma organização criminosa de alta periculosidade com abrangência nacional e fortes ramificações neste estado”.

Em áudios interceptados, com autorização do Judiciário, foram gravadas conversas de Tais com o namorado Victor Hugo Lopes da Cruz (preso mais de uma vez por tráfico de drogas) em que ele a questiona sobre a compra de cocaína e com quem a droga estaria escondida. No diálogo, ela informa a Victor que o entorpecente está com duas adolescentes (uma de 16 e outra de 13 anos), recrutadas para guardar e comercializar a cocaína.

O papel de Tais seria de “guarda-roupa” (termo do dialeto do PCC), responsável pela guarda da droga pertencente ao namorado preso. “Assim, considerando a participação da requerente na citada organização criminosa, é certo que sua liberdade representa risco à aplicação da lei penal, à garantia da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, sendo provável que continue a delinquir a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC) caso solta. Ainda, o rigor da pena referente aos delitos imputados à requerente também faz crer que, caso posta em liberdade, poderá se furtar à aplicação da lei penal e obstar a instrução processual, não havendo garantias de que vá cumprir regime menos gravoso caso seja condenada”, destaca o juiz em outro trecho da sua decisão.

Operação

Tais Caroline foi um dos 40 alvos de ordens de prisão preventiva cumpridas no último dia 8 na operação “Ponto Cego”, contra alvos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A operação foi realizada em Campo Grande, São Gabriel do Oeste, Dourados e Sidrolândia. Além das prisões, a Justiça autorizou cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.