Sidrolândia ‘cai’ para alto risco, mas com recomendação de lockdown

Aplicado este critério, só funcionariam supermercados, farmácias, postos de combustível e indústrias, como os frigoríficos.

Eduardo Riedel, secretário de Governo durante live. - Foto: Chico Ribeiro

Embora tenha acumulado 513 casos e 13 óbitos, Sidrolândia foi rebaixada, para efeito de transmissão do novo coronavírus, de risco extremo para alto risco, da bandeira preta para a vermelha. Continua a recomendação (que a Prefeitura não acatou) de lockdown, com o fechamento das atividades econômicas não essenciais. Aplicado este critério, só funcionariam supermercados, farmácias, postos de combustível e indústrias, como os frigoríficos.

Nesta sexta-feira (31), o Governo do Estado divulgou em sua live diária o segundo relatório situacional do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), com indicação do grau de risco dos 79 municípios do Mato Grosso Sul, após aprovação dos membros do Comitê Gestor do Programa.

A iniciativa, que classifica os municípios em faixas de cores de acordo com o grau de risco que cada cidade apresenta (de baixo a extremo), traz recomendações de medidas no âmbito da Saúde Pública, de Serviços Públicos e do Social a fim de nortear agentes da sociedade, principalmente entes públicos, a tomarem suas decisões e tornarem suas ações mais eficientes no combate à propagação e aos impactos da Covid-19.

"O momento requer vigilância, redução das atividades de risco e celeridade na adoção das medidas”, enfatizou Eduardo Riedel, secretário de Governo.

“Estamos no pior momento da pandemia, por isso é essencial que adotemos critérios técnico-científicos para conter o avanço da doença. A atualização dos dados por parte dos municípios refletiu na melhora da classificação de alguns municípios, mas isso não significa que estamos fora de risco. O momento requer vigilância, redução das atividades de risco e celeridade na adoção das medidas", acrescenta.

O secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, também destacou a importância do Programa: "Precisamos cessar o crescimento da doença por meio do monitoramento dos contatos dos casos confirmados e medidas de isolamento social, neste sentido o Prosseguir colabora por estabelecer esses critérios", completou.

Para gerar essa classificação, o programa avalia indicadores municipais relacionados à disponibilidade de leitos de UTI, quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), busca por contatos de casos confirmados, redução da mortalidade por Covid-19, disponibilidade de testes, incidência na população indígena, redução de casos entre profissionais da saúde, redução de novos casos, fronteira ou divisa com estado que tenha aumento de casos e necessidade de expansão de leitos.

Mapa Situacional

O mapa situacional das quatro macrorregiões de Saúde (Corumbá, Campo Grande, Três Lagoas e Dourados), referente à 30ª Semana Epidemiológica (de 19 a 25 de julho), apresenta 2 municípios na faixa de risco tolerável (amarela), 39 municípios no grau médio (bandeira laranja), 35 no grau de risco alto (bandeira vermelha) e três no grau extremo (bandeira preta).

Com relação ao primeiro mapa situacional (da 28ª semana epidemiológica), 38 municípios mantiveram o grau de risco, 37 melhoraram e quatro pioraram. Seguindo a recomendação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a nova classificação segue a regra de transição das bandeiras que não permite ‘pular’ faixas em caso de melhora dos indicadores, apenas no caso de piora da situação no intuito de acelerar a adoção de medidas.

Distribuição das Atividades

O Programa também apresenta uma proposta de Distribuição das atividades econômicas por faixa de risco, classificando os serviços em essenciais, não essenciais de baixo risco, não essenciais de médio risco, não essenciais de alto risco e não recomendados.