PSDB fecha apoio a candidatos tucanos e não recua na oposição a Marcelo

O diretório municipal, reunido na semana passada, liberou os filiados que não quiserem apoiar candidatos do partido a vagas na Assembleia e na Câmara, a deixar o partido.

PSDB fecha apoio a candidatos tucanos e não recua na oposição a Marcelo - Foto: Marcos Tomé/Região News

O PSDB de Sidrolândia, depois de um início hesitante, ao ponto de ter ficado na base do Governo nos primeiros meses de gestão, desde a posse do ex-prefeito Enelvo Felini como deputado estadual, passou a ter uma atitude mais assertiva. O diretório municipal, reunido na semana passada, liberou os filiados que não quiserem apoiar candidatos do partido a vagas na Assembleia e na Câmara, a deixar o partido. O partido estará alinhado à chapa tucana, não só a da reeleição, liderada pelo governador Reinaldo Azambuja, mas também com os candidatos ao Senado, deputado estadual e federal.

O que se pretende é evitar a reedição de situações como a ocorrida nas últimas eleições estaduais (de 2010 e 2014) quando vereadores do partido fizeram campanha para candidatos de outras legendas. Um exemplo foi o ex-vereador Ilson Peres, hoje presidente do diretório municipal, que ajudou na campanha de deputado estadual de Márcio Fernandes, atualmente filiado ao PMDB, na época concorrendo pelo PT do B.

Embora o processo sucessório municipal ainda esteja distante, só daqui a dois anos, o partido vai construir um projeto político para enfrentar nas urnas o prefeito Marcelo Ascoli. Os dois vereadores tucanos estão integrados ao G-6, grupo de vereadores que vão manter uma atuação independente no Legislativo, na oposição. O prefeito parece ainda não ter absorvido o fato de, na eleição suplementar de 2013, ter sido preterido por Ari Basso, sendo mantido como vice-prefeito numa articulação de Enelvo que venceu a eleição de 2012, mas teve o registro da sua candidatura impugnado pelo TSE.

Na semana passada, Marcelo se ausentou da reunião, organizada por Enelvo, que trouxe a Sidrolândia a cúpula das policias civil e militar, quando a pauta foi à necessidade de mais estrutura para segurança pública na cidade. Uma semana antes, o prefeito ficou fora das discussões, embora uma semana antes, tenha integrado a comissão que foi a Campo Grande justamente para cobrar reforço no efetivo destacado para atuar na cidade.