Polícia ainda investiga se adolescente foi vítima de cárcere do PCC

A única certeza é de que a jovem de fato foi agredida, com chutes na barriga e socos no rosto.

Polícia ainda investiga se adolescente foi vítima de cárcere do PCC - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Polícia Civil de Sidrolândia ainda depende do depoimento de testemunhas e do avanço das investigações para concluir se fato a adolescente de 13 anos resgatada de uma casa abandonada no Jardim Paraíso, de fato foi agredida, mantida em cárcere privado, submetida a um tribunal do crime promovido pelo PCC. A única certeza é de que a jovem domingo à noite efetivamente foi agredida, com chutes na barriga e socos no rosto. O restante da história ainda é cercado de nebulosidade.

A vítima apresentou versões diferentes para os conselheiros tutelares, aos policiais militares que atenderam a ocorrência e na delegacia. Em cada depoimento incluiu ingredientes novos ao enredo. Para um determinado interlocutor omitiu detalhes que havia revelado aos demais. Essas contradições dificultam a apuração da verdade. A uma das conselheiras que a atendeu e aos policiais militares ela disse que foi agredida por três homens e uma mulher. Em outra versão revelou que eram só mulheres.

Na segunda-feira quatro mulheres foram à delegacia e admitiram que participaram da agressão a garota. A Polícia mantém sigilo sobre as razões de terem atacado adolescente. Todas elas  negaram que sejam membros do PCC.

Aos policiais da viatura que esteve no suposto cativeiro domingo à noite, a adolescente contou que teria sido punida pelo PCC porque  denunciou  à polícia um dos seus agressores. Na polícia civil revelou outra motivação: o grupo teria agido contra a garota numa forma vingança contra o namorado dela.  Já suas agressoras disseram que ela teria entrado na casa para roubar uma bicicleta.

A jovem, que é uma usuária de drogas, tem várias passagens pela polícia por prática de atos infracionais. Tem um comportamento agressivo até com os conselheiros tutelares. É de uma família desestruturada, a mãe cumpre pena por tráfico de drogas.

Outra parte da história que ainda suscita dúvidas é a informação da jovem que seus agressores teriam recebido orientação por telefone de apenas lhe aplicar um susto, poupando a vida dele.

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