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Sidrolandia

Caso Mércia: Mizael diz usar colete à prova de balas por conta de ameaças

Único suspeito do assassinato da advogada Mércia Nakashima diz que conduz investigações paralelas sobre o caso “há muito tempo” e vai procurar a PM de Guarulhos

Abril

16 de Julho de 2010 - 16:05

O advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, indiciado pelo assassinato da ex-namorada, a também advogada Mércia Nakashima, disse nesta sexta-feira (16) que conduz investigações paralelas sobre o caso através de amigos “há muito tempo” e que procurará a Polícia Militar (PM) de Guarulhos para colaborar com as buscas “de forma mais reservada”.

Mizael afirmou ainda estar vestindo colete à prova de balas por ter recebido ameaças de morte, mas não entrou em detalhes. O policial evitou comentar os depoimentos do vigia Evandro Bezerra Silva, com quem disse ter estado no dia do desaparecimento de Mércia. No entanto, reforçou que “não conheço Nazaré Paulista, não conheço represa. Não estive lá”.

O ex-PM deverá depor na próxima terça (20), na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), segundo informações da Globo News.

A
Polícia ainda aguarda o resultado dos laudos das investigações, que serão anexados ao inquérito para serem encaminhados à Justiça. Ainda segundo a Globo News, a acareação entre Mizael e Evandro não foi confirmada, mas deve ocorrer nos próximos dias.

Críticas
Um dia após a
Justiça revogar seu pedido de prisão temporária, o policial reformado criticou o delegado da DHPP, Antônio De Olim, responsável pelas investigações sobre o caso.

"O Olim quer se promover politicamente, se transformar em secretário de
Segurança Pública. Ele não sai da televisão falando deste caso e fazendo acusações sem fundamento contra mim. O Olim é incompetente. Até agora, ele não conseguiu elucidar o caso", afirmou Mizael.

O ex-PM voltou a dizer que é inocente e disse que não se apresentou à
Polícia após a Justiça decretar sua prisão por considerá-la "arbitrária".

A DHPP acusa Mizael de ter premeditado e assassinado a ex-namorada por se acreditar traído. A
Polícia afirma que Mizael planejava o crime desde o início de maio e teria contado ao vigia que se sentia humilhado e rejeitado pela vítima.