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Sidrolandia

Artuzi completa um mês preso e recebe primeiras visitas

A mudança de delegacia em Campo Grande também foi justificada com o motivo segurança

Campo Grande News

01 de Outubro de 2010 - 10:53

O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (expulso do PDT), completa hoje 1 mês preso, após terremoto político que atingiu a cidade, com a deflagração da Operação Uragano, no dia primeiro de setembro.

A operação da Polícia Federal trouxe a público um esquema de corrupção e pagamento de propinas que envolve a maior parte dos vereadores da cidade, além de secretários e empresários, cujo chefe seria Artuzi.

Ontem, às vésperas de completar 30 dias de prisão, o prefeito afastado recebeu a primeira visita de parentes, em uma cela do Garras (Delegacia Especializada de Repressão, Roubos, Assaltos e Sequestros), na avenida Afonso Pena. Uma das filhas de Artuzi, Juliane, de 15 anos, esteve na delegacia para ver o pai.

Segundo o advogado que representa Artuzi, Carlos Marques, a visita da filha foi emocionante, mas uma concessão, pois nas delegacias não são permitidas visitas.

O prefeito de Dourados está no Garras há uma semana, após ser transferido da 3ª Delegacia de Polícia, no bairro Carandá, onde ficou desde o dia 1º, quando veio transferido de Dourados por motivo de segurança, dado o clima de revolta que tomou conta da cidade.

A mudança de delegacia em Campo Grande também foi justificada com o motivo segurança. A Polícia Civil teria recebido ameaças de morte ao prefeito, não confirmadas por seu advogado.

Carlos Marques diz achar estranho o fato de Artuzi permanecer preso por tanto tempo, “sem os requisitos exigidos para prisão preventiva”. Para ele, a prisão é ilegal e inédita na história política de Mato Grosso do Sul, já que nenhum outro com mandato passou pela mesma situação.

O advogado recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas não está otimista. Como o Tribunal de Justiça do Estado ainda não julgou o mérito do pedido de liberdade, apenas a liminar, o STJ devolver a questão, avalia Carlos Marques.

No judiciário estadual ainda tramita um pedido de hábeas corpus e um recurso contra a prisão. O HC só deve ser votado no dia 19 de outubro.